Vereadora Tânia Bastos realiza primeiro discurso de 2013 e destaca políticas para as mulheres, prevenção às drogas e novo hospital da Ilha

A vereadora Tânia Bastos (PRB-RJ) discursou na primeira sessão plenária de 2013, nesta última sexta-feira (15/02), na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

A parlamentar parabenizou os colegas pela eleição, fez um balanço da atuação dela como presidente da Comissão Permanente de Defesa da Mulher durante toda a legislatura passada, agradeceu o prefeito Eduardo Paes pela criação da  Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, destacou a inauguração do novo Hospital da Ilha do Governador e ressaltou a importância da política preventiva de combate às drogas.

Mulheres

“No ano passado, eu já estava pleiteando com o prefeito Eduardo Paes a implementação da nova Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres em diversas reuniões aqui, nas audiências públicas que fizemos, pois observamos que o Rio de Janeiro ficou muito para trás diante de outros municípios até menores nas conferências em que participamos. O Rio de Janeiro, com essa extensão toda, com essa população enorme, não tinha nenhum conselho.

Ele me disse que estaria, nesta legislatura, criando, além da nossa secretaria, que hoje já está implantada, com a nossa querida Secretária Ana Rocha, que é a nossa secretária de Políticas para as Mulheres, também, aqui na capital, um Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Após sair da conferência estadual, cheguei para o Prefeito Eduardo Paes e falei: “Olha, prefeito, passei uma vergonha danada! Primeiro como vereadora da capital, e segundo como membro da comissão que foi realizada junto com a coordenadoria, que na época era representada pela Terezinha Lameira”. E ele falou: “O que aconteceu?”. Eu falei: “Simplesmente, o Rio de Janeiro perdeu cadeiras para ser representado lá em Brasília porque não temos o conselho!” Tínhamos 19 membros e eles pediram para reduzir porque não tinha um conselho municipal. Aí, ficamos com 11 cadeiras.

Então, quero agradecer a ele, porque foi uma reivindicação muito grande durante esses quatro anos em que estive aqui. Graças a Deus, tive a minha reeleição. Mas, é muito importante, para a capital, ter esse conselho. O Rio de Janeiro, todo mundo sabe, que é conhecido mundialmente não só pelas suas belezas naturais, mas também pelos diversos eventos que estarão acontecendo na nossa cidade. “Então, precisamos realmente valorizar esse trabalho, valorizar as políticas públicas voltadas para as mulheres”, disse Tânia Bastos.

 Hospital Paulino Werneck

“Sr. Presidente, sobre a questão da maternidade, que na Ilha do Governador, o bairro onde moro, há uma maternidade chamada Paulino Werneck, e na legislatura passada também tivemos um embate tremendo, porque o Secretário Hans queria fechá-la. Tivemos o apoio de todos os vereadores, e o secretário teve que vir aqui explicar por que deveria fechar aquela maternidade. E com todo o trabalho que foi realizado, com todas as indagações e questionamentos, ele percebeu que estava errado e a maternidade foi reaberta, graças ao empenho e trabalho desta Casa. Hoje, a Ilha do Governador recebeu um novo hospital, um hospital que está até atendendo a população de outros bairros.

Inauguraremos este hospital, juntamente com a Presidente Dilma, no dia 1º de março. Vale lembrar que foi uma reivindicação de todos os insulanos o hospital naquele local, já que na gestão anterior a do Prefeito Eduardo Paes, diversas vezes, falou-se de construir um hospital, mas passaram-se quatro anos, depois mais quatro, com a reeleição e nada aconteceu. Foi nesse trabalho realizado pelo Prefeito Eduardo Paes, foi na sua gestão, foi na sua primeira gestão, quando ele assumiu em 2009, o pleito, e tivemos então o hospital sendo construído. E agora o hospital já está funcionando, graças ao empenho e ao trabalho do Prefeito, que ouviu os anseios dos insulanos”, disse Tânia Bastos.

Tânia Bastos defende política de prevenção às drogas

“E dizer também, Sr. Presidente, rapidamente, para finalizar, que o trabalho com relação à questão da liberação das drogas, sou contra.

Estive como Conselheira Tutelar, no Município do Rio de Janeiro, na área de Ramos, que é maior área que temos, na nossa cidade, como área zonal. Temos ali praticamente cerca de mais de dez comunidades, além do grande complexo, que é a Ilha do Governador, como um todo. Eu atendi a diversos adolescentes, a diversas mães, tristes e chateadas, porque o filho se envolveu com a questão das drogas. Ali, como conselheira tutelar, eu ficava desesperada porque não temos nenhuma política pública para o tratamento de dependentes químicos! Nem mesmo para prevenção às drogas, quanto mais para tratamento! Não tínhamos nada!

Hoje vejo o Prefeito Eduardo Paes falar aos quatro cantos que no prédio do sabão português vai ser construída uma cidade do samba. Ok! O Rio de Janeiro é um local muito conhecido. Neste carnaval, nós recebemos aqui, eu passei pela área do porto e vi, cerca de sete navios atracados. Obviamente que todos eles estavam ali para participar da festa! No entanto, não temos nenhum tipo de tratamento para dependentes químicos! Não temos nenhuma política de prevenção!

Porém, não adianta ficarmos aqui o tempo todo falando que se tem que construir 20, 30, 40, 50 centros de tratamento se não há um programa de prevenção às drogas! O que adianta? Dentro do Conselho Tutelar o que mais eu via era o desespero das mães que querem que os seus filhos deixem as drogas, inclusive porque ali, em sua comunidade, eles estavam até mesmo jurados de morte! E por quê? Porque eles assaltam, furtam coisas bobas no meio da comunidade buscando saciar o seu vício!

Dessa forma, Sr. Presidente, há de se enfatizar que nós precisamos, aqui, realmente, ter muita cautela quando começarmos a debater sobre a questão da liberação das drogas. No Rio de Janeiro, hoje, a questão do crack, que nós estamos vendo, os jovens estavam praticamente na entrada da Ilha do Governador e diversas mídias estavam ali o tempo todo entrevistando, buscando até mesmo os assistentes sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social, inclusive uma criança chegou a morrer porque inadvertidamente atravessou a Av. Brasil e foi atropelada por um carro!

Nós precisamos, isto sim, prevenir, tratar, cuidar! As mães, infelizmente, não têm condições, mães que necessitam tirar os seus filhos das garras das drogas! É aí que entra o Poder Público, obviamente!

Não podemos pensar, com relação à questão das drogas, que é um problema apenas do nosso vizinho, mas que pode acontecer também em nossa própria família e, quando isso acontece é que a gente vê, Sr. Presidente, a dificuldade e o sofrimento da família. Muito obrigada”.

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